Entenda os sinais de contratura capsular e quando procurar avaliação médica
A contratura capsular, popularmente conhecida como prótese encapsulada, é uma das complicações mais conhecidas da mamoplastia de aumento ou da reconstrução mamária.
Trata-se de uma reação do próprio organismo. Para se proteger de um corpo estranho, o corpo cria naturalmente uma cápsula de tecido fibroso ao redor do implante. O problema ocorre quando essa cápsula se torna espessa, rígida e começa a apertar a prótese.
Saber identificar os primeiros sinais é fundamental para buscar orientação médica antes que a condição cause dores intensas ou assimetrias visíveis.
É importante procurar o cirurgião plástico para uma avaliação caso surjam alterações na textura, no formato ou no conforto das mamas.
A mama deixa de ter o toque macio e passa a parecer rígida ou firme demais, em um ou em ambos os lados.
O seio pode parecer mais alto, arredondado de forma artificial, contraído ou comprimido.
Pode surgir sensação de queimação, agulhadas ou dor constante e progressiva, principalmente ao toque ou durante a rotina.
Uma das mamas muda de posição ou aparência em relação à outra.
Podem aparecer alterações na superfície da pele, especialmente na região do colo ou nas laterais.
Durante a consulta, o cirurgião avalia a intensidade da contratura capsular por meio da Escala de Baker:
A mama está macia e apresenta aparência natural, correspondendo à formação normal da cápsula.
A mama está discretamente firme, porém sem deformidade visível.
A mama está firme e apresenta alteração visível no formato.
A mama está rígida, deformada e pode apresentar dor.
Alterações percebidas a partir do Grau II merecem avaliação médica. Nos graus III e IV, o especialista definirá a conduta mais adequada conforme os sintomas, os exames e as condições da paciente.
A avaliação começa pelo exame clínico. Quando necessário, o cirurgião pode solicitar exames de imagem para analisar a prótese, os tecidos ao redor e possíveis alterações associadas.
Ajuda a avaliar a integridade do implante e as características dos tecidos ao redor da prótese.
Pode fornecer uma análise mais detalhada da cápsula, de dobras do implante e de possíveis rupturas que não causam sintomas evidentes.
O tratamento depende do grau da contratura, da presença de dor, das alterações no formato da mama e dos achados dos exames.
Nos casos leves, a conduta pode envolver acompanhamento periódico e medidas definidas pelo médico, sempre de acordo com a avaliação individual.
Quando há dor, rigidez importante ou deformidade, pode ser indicada cirurgia para liberar ou remover a cápsula, retirar o implante e avaliar sua substituição, mudança de plano anatômico ou explante, conforme o caso.
Não realize massagens, use medicamentos ou tente corrigir a alteração por conta própria. A conduta deve ser orientada pelo cirurgião plástico após avaliação clínica.
Diferenças persistentes na textura, no formato ou na posição da prótese devem ser investigadas. Ao perceber rigidez, desconforto, dor ou assimetria, procure seu cirurgião plástico para realizar uma avaliação e, quando indicado, exames de imagem.
O acompanhamento médico permite entender a causa da alteração e definir a conduta apropriada para cada situação.
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