O explante mamário consiste na retirada da prótese de silicone, mas a cirurgia não é necessariamente realizada da mesma maneira em todas as pacientes. No explante simples, o implante é removido sem a retirada completa da cápsula formada ao seu redor. Já no explante com capsulectomia, parte ou toda essa cápsula também pode ser removida quando existe indicação. A escolha depende das condições do implante, da cápsula, dos tecidos mamários, dos sintomas apresentados e da avaliação realizada pelo cirurgião plástico.
Entender essa diferença é importante porque existe a ideia de que toda retirada de prótese precisa obrigatoriamente ser acompanhada da remoção completa da cápsula. Na prática, o planejamento precisa ser individualizado.
O explante simples é a cirurgia em que a prótese de silicone é retirada sem que seja necessária a remoção completa da cápsula que se formou ao redor do implante.
Essa cápsula é uma resposta natural do organismo à presença da prótese. Toda paciente desenvolve algum grau de tecido cicatricial envolvendo o implante, e isso, isoladamente, não significa que exista uma complicação.
Durante a avaliação, o cirurgião analisa as características dessa cápsula e verifica se existe alguma alteração que justifique uma abordagem adicional.
Por isso, retirar a prótese não significa automaticamente retirar toda a cápsula.
Depois da colocação de uma prótese de silicone, o organismo forma uma camada de tecido fibroso ao redor do implante.
Essa estrutura é chamada de cápsula.
Na maioria das situações, sua formação faz parte da resposta do organismo a um corpo estranho. Entretanto, a cápsula pode apresentar alterações ao longo do tempo, como espessamento, endurecimento ou outras mudanças que precisam ser avaliadas.
Uma dessas alterações é a contratura capsular.
A capsulectomia é a remoção cirúrgica da cápsula formada ao redor da prótese.
Dependendo das condições encontradas e da indicação médica, a remoção pode envolver parte ou uma extensão maior da cápsula.
A decisão não deve ser baseada apenas no desejo de retirar o silicone. É necessário avaliar o motivo do explante e as características encontradas em cada mama.
Não.
A realização de uma capsulectomia não é obrigatória em todo explante mamário.
Existem situações em que a cápsula não apresenta alterações que justifiquem sua retirada completa. Em outros casos, as características da cápsula, os sintomas da paciente ou determinadas condições relacionadas ao implante podem levar o cirurgião a considerar sua remoção parcial ou mais extensa.
Por isso, não existe uma única técnica adequada para todas as mulheres que desejam retirar as próteses.
Algumas alterações podem fazer com que o cirurgião investigue com maior atenção a cápsula ao redor do implante.
Entre elas estão:
A presença de um desses sinais não determina, por si só, qual cirurgia deverá ser realizada. Eles ajudam a direcionar a investigação.
A contratura capsular acontece quando a cápsula que envolve a prótese se torna mais rígida e passa a exercer pressão sobre o implante.
Dependendo da intensidade, a paciente pode perceber endurecimento, desconforto, dor ou mudanças no formato da mama.
Existem diferentes graus de contratura capsular, e a conduta depende da avaliação clínica, dos sintomas e das características encontradas.
Em alguns casos, o tratamento da cápsula pode fazer parte do planejamento do explante.
Na capsulectomia parcial, apenas uma parte da cápsula é removida.
Na capsulectomia total, o objetivo é retirar toda a cápsula ao redor do implante, quando isso é tecnicamente possível e existe indicação para essa abordagem.
A extensão da retirada depende de fatores anatômicos e cirúrgicos. A cápsula pode estar próxima de estruturas importantes, como músculos e parede torácica, o que precisa ser considerado durante o planejamento.
Por esse motivo, a decisão sobre quanto da cápsula remover deve ser individualizada.
Não necessariamente.
Esses termos costumam aparecer juntos em conteúdos sobre explante mamário, mas descrevem conceitos diferentes.
A capsulectomia total se refere à retirada de toda a cápsula quando indicada e tecnicamente possível.
A retirada da prótese e da cápsula como uma única peça é uma abordagem específica e não deve ser considerada uma exigência para todas as cirurgias de explante.
A indicação depende da situação clínica encontrada.
A decisão começa antes da cirurgia.
Durante a consulta, o cirurgião plástico pode considerar:
A partir dessas informações, é possível discutir as possibilidades cirúrgicas e explicar por que determinada abordagem pode ser considerada.
Os exames de imagem podem fornecer informações importantes sobre as condições dos implantes e dos tecidos ao redor deles.
Ultrassonografia e ressonância magnética podem fazer parte da investigação, dependendo da situação clínica.
Entretanto, a indicação cirúrgica não deve ser baseada apenas em um exame. O histórico da paciente, o exame físico e os achados de imagem precisam ser analisados em conjunto.
Não.
A paciente pode optar pela retirada sem substituição por um novo implante.
Nesse cenário, o cirurgião também avalia como estão a pele, o tecido mamário e o grau de flacidez após o período de uso das próteses.
Dependendo das características das mamas e dos objetivos da paciente, pode ser discutida a associação do explante com uma mastopexia.
Escolher entre explante mamário simples ou explante com capsulectomia não deve ser uma decisão baseada em uma regra aplicada a todas as pacientes.
A cápsula faz parte da resposta do organismo à prótese e sua presença, isoladamente, não significa que ela precise ser completamente retirada.
O planejamento deve considerar o motivo do explante, as condições da prótese, as características da cápsula, os sintomas, os exames e a anatomia da paciente.
A avaliação individualizada permite compreender essas diferenças e definir qual abordagem pode ser indicada para cada situação.
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