Cirurgia mamária pós-bariátrica: quais são as opções depois de grande emagrecimento?

Dr. Tommy Mermerian
Cirurgião PlásticoDr. Tommy Mermerian

A cirurgia mamária pós-bariátrica pode envolver diferentes técnicas para tratar a queda, o excesso de pele e a perda de volume das mamas depois de um grande emagrecimento. Dependendo da quantidade de tecido mamário que permaneceu e do objetivo da paciente, o planejamento pode incluir mastopexia sem prótese, mastopexia com prótese, redução das mamas ou remodelação utilizando o próprio tecido mamário.

Por isso, não existe uma única cirurgia das mamas indicada para todas as pacientes que passaram pela bariátrica. O ponto de partida é entender quanto de pele sobrou, quanto de volume permaneceu e como a paciente deseja que as mamas fiquem.

O que acontece com as mamas depois da bariátrica?

Durante uma grande perda de peso, as mamas também podem perder parte do seu volume.

A pele, entretanto, nem sempre consegue acompanhar essa redução.

Como consequência, podem aparecer alterações como excesso de pele, flacidez, queda das mamas, esvaziamento da parte superior e mudança na posição das aréolas.

A intensidade dessas alterações varia bastante.

Algumas mulheres permanecem com quantidade significativa de tecido mamário. Outras apresentam principalmente pele e pouco volume depois do emagrecimento.

Essa diferença interfere diretamente na escolha da cirurgia.

Mama caída depois da bariátrica: qual cirurgia pode ser indicada?

Quando existe queda associada ao excesso de pele, a mastopexia pode fazer parte do planejamento.

A cirurgia permite retirar o excesso de pele e reposicionar os tecidos mamários e o complexo aréolo papilar.

Entretanto, dizer que uma paciente precisa de mastopexia ainda não responde a outra questão importante:

De onde virá o volume da nova mama?

Dependendo da anatomia, pode ser utilizado o próprio tecido que permaneceu depois do emagrecimento ou pode ser discutida a utilização de uma prótese.

Mastopexia pós-bariátrica sem prótese é possível?

Sim.

A mastopexia pós-bariátrica não exige obrigatoriamente a colocação de prótese de silicone.

Quando existe tecido mamário suficiente e a paciente não deseja aumentar o volume, pode ser possível remodelar a mama utilizando seus próprios tecidos.

Nesse planejamento, o excesso de pele é retirado e o tecido disponível é reorganizado.

A quantidade e a qualidade desse tecido, entretanto, variam entre as pacientes.

Por isso, uma mulher que perdeu muito peso pode ter anatomia completamente diferente de outra que também realizou cirurgia bariátrica.

E quando a mama ficou muito vazia depois de emagrecer?

Essa é uma queixa frequente depois de grandes perdas de peso.

A paciente pode apresentar bastante pele, mas pouco conteúdo mamário dentro dela.

Nessa situação, a mastopexia pode tratar o excesso de pele e reposicionar a mama, mas é necessário discutir qual volume a paciente deseja manter ou alcançar.

Quando existe pouco tecido disponível e há desejo de acrescentar volume, a possibilidade de associar uma prótese pode ser considerada.

Isso não significa que toda mama esvaziada depois da bariátrica precise de silicone.

A decisão depende da anatomia e do objetivo da paciente.

Quando a mastopexia com prótese pode ser considerada?

A prótese pode fazer parte do planejamento quando, além de tratar a queda, existe desejo de acrescentar volume.

Uma situação possível é a paciente que perdeu bastante tecido mamário durante o emagrecimento e percebe principalmente esvaziamento da região superior das mamas.

Nesse contexto, mastopexia e implante possuem funções diferentes.

A mastopexia trata principalmente excesso de pele e posicionamento dos tecidos. A prótese acrescenta volume.

É a combinação desses objetivos que precisa ser discutida durante a consulta.

Prótese é a única forma de recuperar volume?

Não necessariamente.

Dependendo da quantidade e distribuição do tecido mamário que permaneceu, o cirurgião pode avaliar possibilidades de remodelação utilizando os próprios tecidos da paciente.

Em alguns casos, esse tecido pode ser reposicionado durante a mastopexia.

Mas existem limites anatômicos.

Se depois da bariátrica restou pouco tecido mamário, não é possível criar uma grande quantidade de volume apenas reorganizando aquilo que existe.

Por isso, a avaliação precisa ser realista em relação ao volume disponível.

E se a paciente ainda tiver mamas grandes depois da bariátrica?

Nem toda mulher perde grande parte do volume mamário durante o emagrecimento.

Algumas permanecem com mamas volumosas associadas ao excesso de pele e à queda.

Quando também existe desejo ou indicação de diminuir o tamanho, o planejamento pode envolver retirada de tecido mamário além da pele.

Nesses casos, a cirurgia pode ter características de uma mamoplastia redutora associada ao reposicionamento das mamas.

Portanto, a cirurgia pós-bariátrica não significa necessariamente aumentar as mamas. Para algumas pacientes, o objetivo pode ser justamente reduzir o volume.

Como escolher entre mastopexia com ou sem prótese?

Essa escolha não deveria começar pela prótese.

Primeiro, é necessário avaliar:

  • Quantidade de pele excedente.
  • Quantidade de tecido mamário existente.
  • Grau de queda das mamas.
  • Posição das aréolas.
  • Qualidade da pele.
  • Largura do tórax.
  • Volume desejado pela paciente.

Somente depois dessas informações faz sentido discutir se o tecido existente é suficiente para o planejamento desejado ou se acrescentar volume pode ser considerado.

Como ficam as cicatrizes na cirurgia mamária pós-bariátrica?

As cicatrizes dependem principalmente da quantidade de pele que precisa ser retirada e da técnica necessária para remodelar a mama.

Depois de uma grande perda de peso, algumas pacientes apresentam excesso de pele mais significativo.

Nesses casos, pode ser necessário utilizar incisões mais extensas para permitir a retirada adequada desse excesso.

Por isso, não é possível definir o tamanho da cicatriz apenas sabendo que a paciente deseja fazer uma mastopexia.

O padrão de cicatriz deve ser discutido depois da avaliação da anatomia.

A aréola também pode ser reposicionada?

Sim.

Com a queda das mamas, o complexo aréolo papilar pode assumir uma posição mais baixa.

Durante a mastopexia, seu reposicionamento pode fazer parte da remodelação mamária.

Dependendo do caso, também pode ser discutida uma redução do diâmetro da aréola.

Essas decisões fazem parte do planejamento e dependem das características encontradas no exame físico.

Preciso estar com o peso estabilizado para operar as mamas?

A estabilidade do peso é um aspecto importante depois da bariátrica.

Se a paciente ainda está em processo significativo de emagrecimento, as mamas podem continuar mudando.

Uma nova perda importante de peso depois da cirurgia mamária pode modificar novamente volume, pele e formato.

Além disso, pacientes pós-bariátricas precisam de atenção especial às condições clínicas e nutricionais antes de uma cirurgia.

O momento adequado deve ser definido individualmente.

A condição nutricional interfere na cirurgia?

Pode interferir.

A cirurgia bariátrica modifica não apenas o peso corporal. Dependendo da técnica realizada e das características da paciente, podem existir deficiências nutricionais que precisam ser investigadas e acompanhadas.

Por isso, a avaliação pré-operatória pode envolver exames e, quando necessário, acompanhamento de outros profissionais.

A cirurgia deve ser planejada quando existirem condições adequadas para sua realização.

Posso fazer cirurgia das mamas e abdominoplastia pós-bariátrica juntas?

Em determinadas pacientes, procedimentos podem ser associados.

Entretanto, a possibilidade de realizar mastopexia e abdominoplastia no mesmo momento depende da extensão de cada cirurgia, das condições clínicas, do estado nutricional e do tempo cirúrgico previsto.

Pacientes pós-bariátricas também podem apresentar excesso de pele nos braços, coxas, costas e região pubiana.

Isso não significa que todas essas regiões devam ser tratadas em uma única cirurgia.

Em muitos casos, o planejamento pode ser dividido em etapas.

Cirurgia mamária pós-bariátrica em São Paulo: como começar?

Para quem procura cirurgia mamária pós-bariátrica em São Paulo, a primeira consulta deve começar pela avaliação do que permaneceu nas mamas depois do emagrecimento.

É importante analisar pele e tecido mamário separadamente.

Duas pacientes podem apresentar mamas bastante caídas, mas uma ainda possuir volume suficiente para uma mastopexia utilizando seus próprios tecidos, enquanto outra pode ter pouco tecido e desejar discutir acréscimo de volume.

Também pode acontecer o oposto: a paciente continuar com mamas grandes e desejar diminuir seu tamanho.

É essa avaliação que permite escolher entre diferentes possibilidades.

Afinal, quais são as opções de cirurgia mamária depois da bariátrica?

Não existe uma única técnica para tratar as mamas depois de um grande emagrecimento.

Dependendo da anatomia e dos objetivos da paciente, o planejamento pode envolver mastopexia sem prótese, mastopexia com prótese, remodelação com tecido próprio ou redução do volume mamário.

Mais importante do que decidir previamente se haverá uma prótese é responder a três perguntas:

Quanto de pele sobrou? Quanto de tecido mamário permaneceu? Qual volume a paciente deseja ter?

A combinação dessas respostas ajuda a definir uma cirurgia mamária pós-bariátrica compatível com as alterações provocadas pelo emagrecimento e com aquilo que a paciente deseja discutir durante seu planejamento.

Dr. Tommy Mermerian

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